A Internet of Things (IoT) veio acrescentar valor ao setor do turismo em várias áreas: no transporte aéreo, na gestão dos destinos, na restauração e na hotelaria. Neste artigo, fique a conhecer algumas das mais relevantes aplicações da IoT no turismo.

 

A IoT permite conectar “tudo e todos” à web. A IoT consiste, de forma muito geral, numa rede de objetos físicos (dispositivos, veículos, equipamentos) incorporados com sensores/chips/wearables que possibilitam a recolha de dados.

Quando esses dispositivos estão conectados a sistemas automatizados é possível, além de recolher os dados, analisá-los e tomar decisões de acordo com a informação gerada.

Para o turismo, tal como para muitos outros setores de atividade, os benefícios são imensos. Desde logo, a possibilidade de melhorar a experiência turística mas também o aumento da rentabilidade dos negócios ou a disponibilização de mais informação para auxiliar qualquer processo de tomada de decisão.

 

Vejam-se os seguintes casos práticos:

1. TRANSPORTE AÉREO: TRACKING DAS MALAS DA DELTA AIRLINES

Quem nunca perdeu a sua mala do porão ou esperou demasiado tempo para a encontrar? Este é um dos grandes focos de insatisfação para os clientes das companhias aéreas, como o caso da Delta Airlines. Com a adoção da IoT esta deixou de ser uma dor de cabeça para a empresa americana.

A Delta implementou a tecnologia Radio Frequency Identification (RFID) no sistema de tracking das malas. O número de desvios/perdas das malas foi drasticamente reduzido e os clientes começaram a poder monitorizar a localização da sua mala a qualquer momento.

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2. GESTÃO DE DESTINOS: AMESTERDÃO

A IoT pode também ter um papel fundamental na gestão dos destinos turísticos, como já acontece em Amesterdão. A tecnologia foi considerada para solucionar desafios relacionados com a sobrecarga das infraestruturas, com comportamentos sociais desadequados dos visitantes e com a redução da coesão social.

Através dos dados armazenados no chip dentro do City Card de Amesterdão – que dá acesso a várias atrações e transportes públicos gratuitos -, os gestores do destino começaram a analisar o comportamento dos turistas e encontrar maneiras de modificá-lo, para facilitar o problema das filas e congestionamento em certas zonas da cidade, descentralizando a procura.

O uso de dados em tempo real para guiar as opções dos visitantes nas plataformas digitais mais utilizadas tem sido benéfico para o destino. A sugestão aos visitantes para visitar certos locais em período com menor procura é uma das possibilidades já explorada.

 

3. HOTELARIA: O QUARTO DO FUTURO

Numa parceria com a Legrand e a Samsung, o grupo hoteleiro Marriott desenvolveu o “quarto do futuro”, através da incorporação de objetos físicos com sensores.

A implementação desta tecnologia visa melhorar a experiência do hóspede a partir do momento em que entra no quarto, já que imensos aspetos (iluminação, temperatura, ecrãs) são adaptados às necessidades do mesmo.

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NOTAS FINAIS

O futuro do turismo será moldado por esta rede digital. A informação que vai gerar trará vantagens competitivas às organizações que liderem a sua implementação.

De acordo com o Statista (The Statistics Portal), o mercado global das IoT vai atingir $8.9 biliões em 2020 e vão existir 75 mil milhões de dispositivos conectados em 2025. O mercado vai crescer e as oportunidades são inúmeras.

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