As previsões são ferramentas importantes para quem trabalha o turismo, uma vez que ajudam a antecipar comportamentos, permitindo assim o desenvolvimento ou alteração de produtos, serviços ou procedimentos que possam satisfazer a procura futura e as expetativas turísticas.

A indústria do turismo está profundamente conectada e organizada num contexto de forte concorrência. O conhecimento é, por isso, uma condição sine qua non para alcançar e garantir vantagens competitivas às empresas e aos destinos.

O desenvolvimento de uma estratégia de turismo eficaz implica um profundo conhecimento das novas tendências, gostos, estilos de vida e a forma como os viajantes consomem e compram. No entanto, como todos sabemos, cada vez mais, as empresas e os destinos têm de trabalhar com orçamentos limitados, o que implica a procura e utilização de ferramentas e metodologias confiáveis, mas de baixo custo de desenvolvimento e implementação.

Foi com este pressuposto que o Barómetro do Turismo foi criado e oferecido ao mercado. Uma ferramenta de previsão, baseada num painel de especialistas e profissionais experientes, que partilham os seus conhecimentos com a comunidade de turismo em geral.

Barómetro do Turismo – edição 52

Os resultados do turismo nacional em 2017 vão ser melhores do que os de 2016. A previsão é avançada na 52ª edição (dezembro de 2016) do Barómetro do Turismo do IPDT. Das respostas obtidas, 72 por cento esperam que o turismo nacional tenha melhores resultados globais em 2017 e 4 por cento admitem mesmo que serão muito melhores, comparando com 2016. Refira-se que 23 por cento das respostas apontam para um desempenho idêntico ao registado no ano anterior.

O índice de confiança médio no desempenho do setor do turismo atingiu, em dezembro de 2016 os 83,3 pontos, um ligeiro decréscimo de 0,3 pontos face ao último registo observado em setembro de 2016. Ainda assim, o índice mantém-se num dos níveis mais elevados de sempre.

Com base na capacidade de previsão do Barómetro, podemos dizer que 2017 será um ano muito positivo para o turismo português, com números recorde de turistas internacionais, dormidas, receitas e gastos médios. Agora, cabe ao mercado, de forma sustentada, explorar todas as oportunidades que, de novo, o turismo trará.

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