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O cenário pré-pandémico era muito positivo. Em 2018 o turismo em Copenhaga era diretamente responsável por 60 mil empregos. A capital dinamarquesa tinha no turismo uma das suas principais fontes de rendimento. As receitas turísticas geradas por Copenhaga representavam 40% do total nacional, o que permite concluir o peso da dinâmica turística da capital para a economia dinamarquesa.   

Em 2020 a cidade verificou uma quebra de 56% ao nível das dormidas, comparando com 2019. Nos anos pré-pandemia, 2 em cada 3 turistas da capital eram internacionais, destacando-se os Estados Unidos e a China como mercados emergentes e que verificavam comportamentos muito positivos. Em 2020, e face às restrições de viagens, Copenhaga viveu, essencialmente, do turista dinamarquês e de alguns fluxos de outros países escandinavos (Ex: Suécia).  

Para dar resposta à necessidade emergente de preparar a retoma do turismo, o Município de Copenhaga, o WonderfulCopenhagen e o VisitDenmark uniram esforços na preparação de um plano conjunto para combater declínio e recuperar o turismo da capital. O plano, a ser implantado já em 2021, conta com ações que visam resultados tanto a curto como a médio e longo prazo.

A premissa: 
Manter a posição da capital no mercado internacional num futuro em que a competição se prevê mais forte e com padrões de viagem em constante alteração. 

O plano pretende preparar o setor do turismo para a retomauma recuperação sustentável que garanta o crescimento económico, o apoio aos cidadãos e a redução da pegada ambiental e climática. 

A recuperação baseia-se em 4 temas centrais: 

  1. Recuperar as receitas do turismo na capital
  2. Restruturar a indústria de acordo com os novos padrões de segurança
  3. Promover um turismo benéfico para a capital e para os seus cidadãos
  4. Apostar na sustentabilidade como fator chave para a retoma 

 

Como vão executar?  

O plano contempla 12 iniciativas ambiciosas que serão levadas a cabo pela Wonderful Copenhagen com o envolvimento de stakeholders, negócios locais, instituições culturais, VisitDenmark, empresas do setor, entre outros. Conheça as iniciativas:
 

  1. Unir esforços para gerar receitas através de campanhas de marketing direcionadas a turistas nacionais e estrangeiros (em negócios ou lazer) e ainda promovendo Copenhaga como destino de cruzeiros no Verão. 
  2. Criação do Copenhagen Travel Lab, plataforma que pretende promover o diálogo e cooperação entre agentes com o objetivo de criar soluções inovadoras e novos modelos de negócios. 
  3. Continuar a apostar nos grandes congressos adaptando-os à nova realidade, com a criação de canais digitais para assessoria a conferências online e ainda preparando a retoma concentrando esforços para maximizar o tempo e o investimento dos futuros congressistas na capital. 
  4. Promoção da Segurança através dimplementação de uma plataforma digital onde os visitantes consigam ter uma visão geral de todas as experiências seguras com base em informação atualizada. 
  5. Apostar no turismo cultural auxiliando os parceiros a repensarem as suas ofertas para irem ao encontro das necessidades da procura.
  6. Apostar no Turismo Ferroviário explorando o potencial das rotas que passam na capital e investindo em campanhas de marketing para atrair potenciais turistas que tenham interesse em chegar à capital de comboio. 
  7. Incentivar comportamentos sustentáveis tanto em turistas como em negócios locais, através de parcerias com todos os agentes, do desenvolvimento de uma App com dicas “verdes”, do incentivo ao uso das bicicletas públicas e do desenvolvimento de um Manual para a Sustentabilidade específico para eventos, reuniões e congressos. 
  8. Interelacionar as diferentes zonas da capitalA procura pelo turismo de natureza aumentou e em resposta, a capital, implementou um grupo de trabalho com o objetivo de aproveitar a posição geográfica estratégica e estreitar a ligação entre as diferentes zonas de Copenhaga (metropolitana, costeira, cultural e de natureza). 
  9. Apostar no turismo de cruzeiros com foco na sustentabilidade. A Dinamarca pretende posicionar-se como o destino de cruzeiros mais sustentável do mundo até 2030 e Copenhaga assumirá a posição de liderança. A sustentabilidade deverá ser um parâmetro competitivo diferenciador que colocará a capital na frente em relação a outros destinos de cruzeiros aquando da retoma. 
  10. Continuar a apostar nos eventos. Copenhaga é reconhecida mundialmente como um destino de eventos e megaeventos internacionais Numa altura em que os eventoestão estagnados é importante manter o estatuto da capital como hotspot de eventosatravés da partilha de conhecimentos em seminários online e geração de networking. O trabalho também passa por investir na formação dos profissionais tornando os futuros eventos COVID Safe”. 
  11. Restruturar as rotas aéreas, com foco nas rotas já existentes, europeias e intercontinentais, o público-alvo desta estratégia de marketing serão turistas que apresentem elevada apetência para consumos mais elevados e estadas mais prolongadas na cidade.   
  12. Criação de um plano de retoma 2023. Copenhaga, ciente da incerteza do panorama turístico, pretende dar continuidade a este plano de retoma 2021, que se centra essencialmente na preparação do setor, e através da criação de um fórum de coordenação e partilha ambiciona elaborar um plano de retoma até 2023 com base na estratégia geral de retoma do turismo da Dinamarca.  
  • Artur Costa diz:

    Muito interessante. Não sei se é demasiado otimista (sairemos deste buraco nos próximos meses?) ou demasiado pessimista (assim que sairmos, o problema vai ser controlar a horda de turistas sedentos, exigindo uma estratégia defensiva), mas o planeamento é sempre bom.

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