A pandemia de COVID-19 obrigou ao distanciamento social que normalizou a adoção de novos padrões de comportamento e consumo. O consumo de media e o volume dos conteúdos dispararam. Os consumidores utilizam a televisão e as redes sociais para se manterem entretidos e informados e para se manterem ligados em tempos de isolamento.

O consumo não é igual em todas as gerações e o tipo de media que está a ser consumido sugere pistas sobre as diferenças entre as mesmas. Abaixo apresentamos os dados do relatório do Índice Global da Internet para se perceber em que medida as pessoas aumentaram seu consumo de conteúdos como resultado do confinamento provocado pelo surto pandémico e de que modo isso difere em cada geração.

Geração Z

(dos 8 aos 23 anos)

Mais de metade da geração Z está, agora, a consumir significativamente mais vídeos online do que antes da pandemia de Covid-19. De reter que 38% dos inquiridos afirma ter também aumentado o consumo de televisão online e por cabo durante o período de confinamento. Entre as tarefas preferidas destacam-se ainda as atividades de jogar jogos online (31%) e ouvir música em streaming (28%).

Geração Millenial

(dos 25 aos 39 anos)

Durante a pandemia, os millenials estão a consumir mais conteúdos media através de várias plataformas, incluindo vídeos online, televisão online e por cabo. O consumo de conteúdos é mais diversificado nesta geração, com destaque para o aumento do consumo de notícias online (36%) durante o confinamento.

Geração X

(dos 40 aos 54 anos)

A geração X foi a que mais aumentou o consumo de televisão durante a pandemia comparativamente às restantes gerações. As duas outras opções que aparecem no top 3 de atividades são o consumo de vídeos online (com 35%) e de notícias online (31%).

Geração Boomer

(dos 55 aos 75 anos)

Os Baby Boomers aparentam ter alterado os seus hábitos de consumo registando-se enorme aumento do consumo de televisão por cabo (42%).

 

O Índice Global da Internet mostrou ainda que mais de 80% dos consumidores nos EUA e no Reino Unido dizem consumir um maior volume de conteúdo desde que começou o surto, sendo que a Televisão por cabo e os vídeos online (YouTube e TikTok) são os principais meios de comunicação utilizados por todas as gerações e sexos.

Cerca de 68% dos consumidores procuram frequentemente informações sobre a evolução da pandemia. A geração Z apresenta um padrão de comportamento distinto neste assunto, uma vez que demonstra pouco interesse em consultar notícias, preferindo outras atividades, como por exemplo, ouvir música.

De forma global, as gerações mais jovens são mais propensas para se divertirem a jogar videojogos. A geração Millenial apresenta interesses mais diversificados, sendo capazes de se interessar por receitas de culinária ou por informação sobre estilos de vida saudáveis.

O mesmo inquérito revela que os consumidores consideram a Organização Mundial de Saúde (OMS) como a fonte de informação mais credível sobre as atualizações relativamente à COVID-19. A confiança quanto às informações partilhadas nas redes sociais é superior do que a informação advinda dos círculos familiares e de amigos. No entanto, é inferior quando comparada a fontes como a rádio ou órgãos de comunicação social.

A necessidade de positividade pandémica

Apesar de quase todas as gerações considerarem importante estar a par da evolução do vírus, as mesmas acreditam que adotar uma mentalidade positiva ajudará as pessoas a lidar melhor com a situação de forma geral. Assim sendo, muitos preferem consumir conteúdos com mensagens positivas.

De notar que independentemente do tipo de conteúdo que está a ser mais consumido, todas as gerações utilizam os seus dispositivos móveis para obterem informações e procurarem meios de distração, o que se transforma numa oportunidade para as empresas e entidades para otimizarem a sua forma de comunicar.

FONTE: https://bit.ly/2SHfCuk

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