O decreto-lei que cria o programa Revive Natureza foi publicado na passada sexta-feira em Diário da República, depois de ter sido aprovado em Conselho de Ministros no passado mês de setembro.

Após a sua aprovação em setembro passado, foi agora publicada em Diário da República a criação do Fundo Revive Natureza, que visa a recuperação de património desocupado e degradado pertencente ao Estado, com o objetivo de exploração turística por parte de privados.

Este novo projeto, inspirado no programa Revive, abrange imóveis situados em áreas protegidas ou de floresta, localizados em todo o país, e será gerido por um fundo com uma verba de cinco milhões de euros. Sob a gestão deste fundo estarão 96 edifícios, sendo que esta lista poderá vir a ser ampliada no futuro. Tratam-se, sobretudo, de casas florestais, contudo existem também algumas moradias e chalés.

De acordo com a portaria, “em todo o país, existem vários imóveis públicos, sem uso, localizados em espaços com valores patrimoniais naturais, que dispõem de um elevado potencial de atração turística, tendo em conta as suas funções de origem, histórias e especificidades geográficas”. É “essencial criar as condições para o desenvolvimento do uso e fruição destes espaços, nomeadamente através de uma atividade turística capaz de aproveitar e potenciar os atributos singulares de cada um destes espaços, sem os comprometer”.

Segundo Ana Mendes Godinho, a anterior Secretária de Estado do Turismo, “com a publicação do Revive Natureza, Portugal dá mais um passo para se tornar um destino líder da sustentabilidade no mundo, um destino que promove não só a paisagem natural como o património que lá se encontra e que está sem uso, de Norte a Sul do país. Com o Revive Natureza, tal como acontece no Revive, estamos a mudar o paradigma na forma como olhamos para o nosso património”.

O Turismo de Natureza é um dos segmentos que regista um maior crescimento de procura internacional, de 21% ao ano, representando um mercado de 22 milhões de viagens internacionais por ano na Europa, que correspondem a mais de 600 milhões de euros.

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