O setor do turismo empregou (direta e indiretamente), em 2018, 319 milhões de pessoas, segundo dados do WTCC. Estima-se que este número se cifre em 420 milhões, em 2030, um aumento de cerca de 100 milhões de empregos em todo o mundo.

O objetivo deste artigo é o de analisar a tipologia destes 100 milhões de empregos que irão surgir nos próximos anos, que é moldada pelas tendências globais do mercado de trabalho.

A evolução tecnológica é muito provavelmente o aspeto que mais influenciará os perfis de competências profissionais no turismo. Por essa razão, esta mudança de paradigma não deve ser ignorada no setor.

Abaixo listamos três das áreas de competências que serão mais necessárias nas profissões turísticas em 2030.

Inteligência Artificial

Estudos e relatórios dinamizados por empresas como a Forrester e a Universidade de Stanford, nos EUA, revelam como o desenvolvimento exponencial da inteligência artificial afetará a vida diária das pessoas nos campos da saúde, segurança, educação, transportes e empresas.

O trabalho, tal como o conhecemos hoje, sofrerá uma grande mudança na próxima década e as mudanças no setor do turismo também se farão notar. Veja-se o exemplo do Alibaba Opens AI “Future Hotel” 

IoT (Internet of Things)

A IoT tem permitido uma grande evolução para o setor do turismo e hotelaria, uma vez que os sensores e tecnologias que são incorporadas permitem que os objetos e a internet troquem dados entre si, tomando decisões automaticamente, muitas vezes sem a intervenção humana.

As cadeias hoteleiras, os aeroportos e as companhias áreas têm investido na área, desenvolvendo dessa forma ações que possibilitem os turistas de aceder aos diferentes serviços que oferecem. Controlar dispositivos nos quartos com o telemóvel; oferecer um serviço mais personalizado utilizando os bots; manuseamento e rastreio de bagagens; otimizar o nível de consumo de combustível e avisar os responsáveis da manutenção do desgaste ou avaria de peças, são alguns dos exemplos.

A IoT oferece grandes quantidades de dados para ajudar a simplificar as operações e servir melhor os turistas, porém é preciso, além de um investimento em software, um conjunto de profissionais devidamente qualificados para interpretar os dados e apoiar na tomada de decisão.

Big Data

Esta é também uma das chaves da atual transformação digital, pois permite transformar dados em informação útil sobre os utilizadores/visitantes, os seus movimentos e preferências. Graças ao Big Data, é possível monitorizar os turistas e adaptar as estratégias de negócio para que a oferta se adeque às necessidades dos consumidores.

Existem atualmente mais de 5,5 milhões de máquinas interligadas. Até 2030, perspetiva-se que existam mais de 50 milhões. Cientes das vantagens e do potencial do Big Data, o turismo necessitará de profissionais com um vasto conhecimento nesta área.

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