Numa semana onde decorre em Madrid a principal feira de turismo a nível ibérico – a FITUR – o IPDT elaborou um breve levantamento de algumas ideias-chave da atualidade do setor que são determinantes para ter sucesso na gestão dos destinos.

1. Envolver o Trade Turístico

O trade (conjunto dos sub-setores que compõem o turismo) é cada vez mais  destacado pela importância no desenvolvimento turístico. O seu envolvimento na tomada de decisões das estruturas de gestão dos destinos assegura que as estratégias de crescimento e posicionamento são mais eficazes e ponderadas, resultando numa construção colaborativa do destino. Atualmente, a não auscultação do trade é um passo para a ineficácia e o desajustamento das políticas, comprometendo o sucesso na gestão dos destinos.

2. Trabalhar o Big Data

Todos os dias são gerados milhões de dados. O seu correto tratamento e análise permite preparar os destinos e antecipar tendências e necessidades da procura turística. A constante monitorização de quem nos procura permite acrescentar valor ao destino. Por exemplo, formando recursos humanos para comunicar em línguas alternativas, instalar equipamentos de apoio ao cycling e walking, comunicar pontos de interesse turísticos que permitam a desconcentração turística, são alguns exemplos.

3. Sustainable thinking

A sustentabilidade dos destinos é um dos chavões mais referidos atualmente. Quer a nível ambiental, quer social ou mesmo económico, o turismo gera impactos que importam trabalhar e potenciar, para que se alcancem benefícios reais para as comunidades. O poder do turismo é enorme e representa uma janela de oportunidade para que, através dele, se promovam mensagens de harmonia, paz e proteção do meio ambiente. Mais que uma simples viagem, o turismo representa um processo educacional contínuo, fundamental para a “formação” das pessoas.

4. Segmentar, comunicar e crescer em valor

Posicionar um destino para os segmentos de mercado mais adequados à sua oferta é fundamental para que cresça em valor e gere riqueza. Assim, comunicar um destino para um Baby Boomer (nascidos entre 1940 e 1960) tem de ser diferente de o comunicar para uma pessoa nascida entre 1961 e 1980 (Geração X). Enquanto a presença digital é um requisito determinante para a escolha dos destinos de viagem para os Millenialls (1981 a 1994) e para a Geração Z (1995-2010), os Baby Boomers encontram maiores índices de confiança na compra de viagens através de agências de viagem.

Para mais informação sobre a Geração Z propomos a leitura da Revista Turismo’18, lançada pelo IPDT.

>