Conheça os 6 passos fundamentais para iniciar um destino na jornada da sustentabilidade.

1. COMPREENDER AS ÁREAS DA SUSTENTABILIDADE

O primeiro passo é fundamental para o sucesso todo este processo. No contexto do turismo, a sustentabilidade abrange mais do que a questão do ambiente. Passa também por garantir que os negócios são sustentáveis e que existe uma relação saudável entre viajantes e residentes, baseada em benefícios para todas as partes, com vista à promoção e dinamização da cultura e tradições locais.

Perante isto, mostra-se essencial entender que a sustentabilidade atua nos domínios do ambiente, da economia, da cultura e da sociedade.

2. ENVOLVER OS RESIDENTES

Os residentes devem ser envolvidos, sendo eles os grandes embaixadores dos destinos. A comunicação junto das comunidades locais deve realçar os benefícios de possuir uma estratégia que vise afirmar o destino como sustentável.

Também devem ser auscultadas as principais preocupações dos residentes quanto ao desenvolvimento do turismo no território e sobre os possíveis impactos na sua qualidade de vida e quotidiano, com vista a serem consideradas em ações de desenvolvimento.

3. ENTENDER OS DESAFIOS DOS EMPRESÁRIOS

Cabe ao destino ter uma relação próxima com os empresários para compreender melhor os seus desafios atuais. Por exemplo, se os negócios turísticos sofrem uma quebra muito significativa durante a semana (vs. fim-de-semana), o destino, no contexto da sustentabilidade, deve privilegiar ações que contrariem a concentração dos viajantes de sexta a domingo.

4. COMEÇAR A MONITORIZAR

Não há boa gestão sem monitorização. Analisar a opinião e a perceção dos turistas, agente económico e residente, face aos domínios da sustentabilidade, deve estar no topo das prioridades. A realização de entrevistas pontuais, a aplicação de inquéritos por questionário ou a promoção de focus group são metodologias que podem ser utilizadas.

Ainda no que diz respeito à monitorização, o destino deve iniciar procedimentos com outras entidades para medir consumos de energia e de água, a importância relativa das energias renováveis, o impacto dos resíduos urbanos, entre outros indicadores.

5. COMUNICAR E PARTILHAR BOAS PRÁTICAS DE SUSTENTABILIDADE

Os canais de comunicação do destino e do município, sendo formas ativas e eficazes de divulgação, devem ser utilizados para promover as boas práticas que estão a ser levadas a cabo no território, nomeadamente nas 4 áreas da sustentabilidade. Isto permitirá uma maior sensibilização para a importância destas ações e fará com que exista maior desejo em adotar comportamentos responsáveis.

6. SENSIBILIZAR OS VISITANTES

Os visitantes são fundamentais para o sucesso do desenvolvimento de um “destino sustentável”. Corresponder aos desejos e exigências dos turistas, sobretudo no que respeita à sustentabilidade, tornará o destino mais competitivo e atrativo.

Esta “correspondência” irá implicar, a médio e longo-prazo, uma estratégia do destino para atrair segmentos de mercado que valorizem experiências locais e autênticas, que gostem de contribuir para os negócios e que viajem em épocas baixas.

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