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Desde o início de 2023, o movimento deinfluencing tem vindo a crescer de forma significativa e a alterar a criação de conteúdos nas redes sociais, sobretudo no Tik Tok (onde o hashtag tem já mais de 300 milhões de visualizações), Instagram e Youtube.

Na prática, o deinfluencing acontece quando os criadores de conteúdos recomendam (de forma honesta) aos seus seguidores o que não comprar ou fazer (ex: não compres este produto, porque…).

Esta social trend teve início nas categorias da beleza e do lifestyle e rapidamente escalou para outra áreas e produtos, muito devido à crise económica que vivemos atualmente, que fez “repensar” os comportamentos de consumo, tendo nas gerações Z e Millennial as que mais se envolvem e se revêm neste mindset.

Outro elemento a que estas gerações estão atentas é ao aumento do número de “social influencers” e ao crescimento expressivo das parcerias remuneradas, o que torna difícil determinar quais são as recomendações fidedignas e verdadeiras. Para evitar tomar más decisões, começa a verificar-se um escrutínio maior dos produtos recomendados, com procura de informação noutros canais que permitam validar a eficácia.

Este é um dos motivos pelos quais o movimento deinfluencing emergiu agora, uma vez que dá resposta (segurança, informação – à partida fidedigna) a uma necessidade crescente.

Pode este movimento impactar o turismo?

Na verdade, este movimento tem vindo a impactar o turismo há vários anos. Embora não tivesse nome (ou, neste caso, um hashtag), de forma muito frequente assistimos, ou lemos, vários conteúdos publicados, por social influencers, nas redes sociais, blogs, websites, que retratavam esta tendência.

O TripAdvisor e o Google são exemplos onde os turistas podem dar voz à sua (in)satisfação e onde é possível ler comentários como:

  • Fui visitar este monumento e não gostei.
  • Jantei neste restaurante e o atendimento foi péssimo. Não venham aqui!
  • Recomendaram-nos fazer um desvio para ver este miradouro, mas sinceramente não vale a pena.
  • Estive neste alojamento, mas o barulho era tanto que mudei para outro.

No entanto, o facto deste movimento se encontrar em crescimento (pelo menos nos próximos tempos) pode fazer aumentar este tipo de conteúdos. Portanto, é fundamental que as empresas e os destinos turísticos reforcem as suas técnicas de social listening, sinalizando estes conteúdos com maior celeridade, podendo, se necessário, implementar ações corretivas e que mitiguem o impacto na sua imagem.

Esta atuação reveste-se de extrema importância, e a forma como lidamos com estes momentos, irá ser determinante para que as empresas e os destinos “saiam por cima”.

Conhece Mathieu Van der Poel?

Um dos melhores e mais recentes momentos de deinfluencing no turismo (embora não tivesse, na altura, este nome) teve como protagonistas os fãs de Mathieu Van der Poel, um ciclista neerlandês, que na madrugada anterior à prova do Mundial de Estrada, que decorreu na Austrália, foi incomodado sucessivamente, por duas pessoas, no seu quarto de hotel, levando à sua detenção, impedindo a participação na prova.

Os fãs, como “retaliação” pelo hotel não ter garantido as condições de segurança do atleta, fizeram baixar a avaliação do hotel em 35%, em apenas 24h.

 

Fontes: Techtarget; Buzzfeednews; Vogue; Huffpost; Today.com

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