ANDO HÁ TRÊS ANOS PARA SUBIR O MONTE KILIMANJARO. MAS AINDA BEM. A PARTE MAIS INTERESSANTE DE UMA VIAGEM É A SUA PREPARAÇÃO.

“Pole! Pole!” Ando com esta expressão em swahili na minha cabeça há três anos. E sempre que me lembro dela, a minha alma aquece na razão inversa do frio que estarei a passar quando a pronunciar no uso para que a treinei.

HÁ TRÊS ANOS, NA VÉSPERA DE COMPLETAR 50 ANOS, COMECEI A PLANEAR A SUBIDA AO MONTE KILIMANJARO, A MONTANHA MAIS ALTA DE ÁFRICA.

O nome da montanha devo-o ter ouvido pela primeira vez quando em criança o meu pai me educou com a literatura de Ernest Hemingway, num livro, de capa esbatida com o desenho de uma silhueta de pico rugoso e as palavras douradas: “As neves do Kilimanjaro”.

As histórias à volta do Kilimanjaro, a imagem do pico Uhuru, a 5,895 metros, o desafio da sua escalada, tudo se foi infiltrando em mim, ao longo de décadas, como um desejo que se vai controlando subtilmente.

Até que um dia dei por mim com a decisão tomada de finalmente subir a montanha e uma conta bancária que me permitia olhar para a despesa da viagem sem vertigens. Tinha quase 50 anos e achei que o dia de aniversário de meio século era uma bela data para atingir o topo mais elevado de África, pegar no telemóvel e registar fotograficamente o momento para memória futura.

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