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Com a crise climática na ordem do dia, de que forma podemos viajar de consciência tranquila? Reunimos 5 dicas de sustentabilidade que pode facilmente implementar nas suas viagens em 2022.

Viajar de forma de sustentável, de acordo com a OMT, implica minimizar os impactos negativos do turismo no ambiente (tanto local como global). Enquanto turistas temos o poder e o dever de contribuir para a preservação do ambiente, da vida selvagem, das comunidades locais, dos negócios locais e do património natural e cultural. Mas de que forma? Principalmente através de escolhas informadas e conscientes, tais como:

  1. Viajar para fora, cá dentro

Quando mais próximo de casa nos deslocarmos menor será a nossa pegada carbónica. Isto não significa que não possamos viajar para fora, mas devemos considerar destinos de proximidade e menos procurados. A vantagem de viajarmos por Portugal é termos um clima ameno com 3000 horas de sol por ano e 850 km de esplêndidas praias banhadas pelo oceano Atlântico, com uma grande diversidade de paisagens, património cultural único, gastronomia de excelência, bons vinhos e serviços turísticos de qualidade. (Visit Portugal)

  1. Escolher destinos com boas práticas de sustentabilidade

Esta é uma dica simples mas que tem um impacto muito positivo na forma de viajar. Cada vez mais os destinos preocupam-se em criar um impacto positivo nas comunidades locais através do turismo. A Eartchcheck, órgão acreditado pela GSTC para certificar destinos turísticos como sustentáveis, com a coordenação do IPDT, já certificou dois destinos em Portugal — Açores e Melgaço. Esta certificação garante que estes destinos assumem uma visão integrada do turismo, com mais valias para a economia, a sociedade, a cultura e o ambiente, totalmente alinhada com os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.

  1. Viajar com calma

Se leu a revista de tendências Turismo’21 sabe do que estamos a falar: Slow Tourism. Uma prática cada vez mais adotada por turistas em todo o mundo, o Slow Tourism, rejeita algumas das ideias tradicionais de turismo, como por exemplo, tirar várias miniférias e marcar diversos fins-de-semana para visitar o maior número possível de cidades durante o ano. O Slow Tourism assenta assim na lógica de que a viagem é uma experiência envolvente, sustentável para as comunidades locais e para o meio ambiente. O Slow Traveller leva tempo para imergir na cultura local e para conhecer cada recanto, cada vizinho e cada rua, de forma mais íntima, como se aquele sítio fosse a sua casa. Opta por viajar de comboio ou de barco ou até mesmo a pé e de bicicleta, com calma e com tempo. É uma prática sustentável porque contribui para a economia local, reduz a pegada carbónica e é uma oportunidade para desacelerar, em todos os sentidos.

  1. Repensar o meio de transporte

O avião deverá continuar a ser um meio de transporte preferencial. No entanto, de acordo com um relatório do The Guardian “um voo de apenas ida gera mais CO2 do que cidadãos de alguns países produzem num ano”. É com esta consciência que podemos começar a repensar a nossa forma de viajar: será que esta viagem tem mesmo de ser feita de avião?

Portugal continental tem a vantagem de ser pequeno e dotado de uma rede de caminhos de ferro que liga Valença a Faro e que conecta com outras linhas pela Europa. Que tal um interrail?

Em todo o caso, quando viajar de avião for imperativo, devemos considerar compensar as emissões de carbono ao apoiar projetos que reduzam a emissão de gases com efeito de estufa ou através de “créditos de carbono”, que várias companhias aéreas implementaram de forma a reduzir a pegada de carbono de cada passageiro.

  1. Agir conscientemente no destino

Já vimos onde ir e como ir, mas de que forma podemos ter comportamentos mais sustentáveis no destino?

Investir na economia local:

  • ficar em alojamentos locais
  • comprar em lojas pequenas
  • comer em restaurantes da cidade
  • marcar visitas com guias locais

Desta forma não estaremos apenas a contribuir economicamente como a experiência será mais autêntica.

E claro, sejamos turistas responsáveis:

  • respeitando costumes e tradições
  • preservando o património natural e cultural: não deixar nada mais do que pegadas
  • viajando em época baixa para contribuir para uma melhor gestão da sazonalidade
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