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Quem nunca regressou de férias mais exausto do que estava antes de partir? Muitos turistas levam o ritmo frenético do dia-a-dia para as suas viagens. Querem estar em todos os lugares e ver o maior número possível de atrações num curto espaço de tempo.

Esse imperativo foi estimulado pela proliferação de tarifas aéreas competitivas, o crescimento da classe média global e, durante a última década, pelo boom do Instagram. Mais recentemente, surgiram forças opostas, como a rejeição de voos e as restrições impostas em alguns dos principais destinos turísticos mundiais.

Com o surgimento da COVID-19 assistimos a um reset total. O ar na Índia ficou limpo o suficiente para ver os Himalaias novamente, os peixes regressaram aos canais de Veneza e os barceloneses reclamaram para si as habitualmente lotadas Ramblas, só para citar alguns exemplos.

À medida que o mundo tenta começar a abrir portas novamente, muitos destinos procuram preservar esses benefícios, abraçando a lógica do slow tourism.

O que é o slow tourism?

O conceito de slow tourism tem origem no movimento slow food, que começou em Itália na década de 1980, como um protesto contra a abertura de um McDonald’s em Roma. O movimento slow food visa preservar a culinária regional, a agricultura local e os métodos tradicionais de culinária através da educação de turistas e residentes locais.

Quando aplicamos este conceito às viagens enfatizamos as ligações com os locais, com as culturas, com a comida, com a música dos lugares que visitamos. Por outras palavras, o slow tourism rejeita as ideias tradicionais de turismo e assenta na lógica de que a viagem é uma experiência envolvente, sustentável para as comunidades locais e para o meio ambiente.

O slow traveler leva tempo para explorar os destinos e para viver a cultura local. De acordo com esta filosofia, é mais importante conhecer bem uma área pequena do que ver apenas um pouco de muitas áreas diferentes. Assim terão algo para conhecer numa próxima viagem.

Como se comportam estes turistas?

Este segmento apresenta um comportamento de viagem muito interessante para viajar em momentos de menor procura e ajudar a mitigar a sazonalidade nos destinos. Para além disso estes turistas permanecem mais noites, permitindo-lhes envolverem-se mais com a natureza, as comunidades locais e as suas tradições.

Confira as principais caraterísticas do slow traveler:

  1. Procura o envolvimento ativo com as comunidades locais e as suas tradições;
  2. Valoriza experiências com um estilo de vida alternativo;
  3. Procura a satisfação de necessidades de desenvolvimento pessoal e auto-atualização;
  4. Tem valores ambientais, éticos e anti-consumistas;
  5. Preza a sua liberdade de decisão durante a viagem;
  6. Apresenta tendência para viajar em períodos fora da “época alta”;
  7. Permanece durante mais noites nos destinos para se “envolver”;
  8. Relaciona, frequentemente, a viagem em lazer no destino com a vida profissional (à distância).

O slow tourism é um segmento cada vez mais popular. O seu crescimento foi estimulado por mudanças de atitude na sociedade e na consciencialização relativamente à sustentabilidade. No entanto, é importante lembrar que este crescimento também se deveu à possibilidade de trabalho remoto, que hoje em dia, é uma realidade cada vez mais presente e global.

Saiba mais sobre esta tendência no artigo do IPDT sobre viagens e teletrabalho

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