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A sustentabilidade é hoje uma das principais aliadas do turismo e o setor precisa de continuar a adaptar-se para corresponder a um elevado nível de satisfação dos turistas.

Garantir uma experiência memorável é um dos principais objetivos, a par da consciencialização sobre questões ligadas à sustentabilidade e práticas que a promovam. 

Mas o que é o Turismo Sustentável? 

Sobre o tema, a Organização Mundial de Turismo refere que nem o “ambiente natural nem o tecido sociocultural das comunidades de acolhimento devem ser prejudicados pela chegada de turistas. Pelo contrário, o ambiente natural e as comunidades locais devem beneficiar do turismo, económica e culturalmente. A sustentabilidade implica que os recursos e atrações do destino devam ser utilizados de forma que o seu uso por futuras gerações, não seja comprometido.” 

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Açores no Rumo da Sustentabilidade 

Os Açores tornaram-se em 2019 no primeiro Arquipélago no mundo a alcançar a certificação internacional de destino sustentável, um processo assessorado pelo IPDT. O trabalho de auditoria foi feito pela EarthCheck, a entidade certificadora, avaliando um conjunto de parâmetros, como a conservação da energia, da água, a emissão de gases com efeito de estufa, a qualidade do ar, a poluição sonora e luminosa, a gestão dos ecossistemas, os transportes e a gestão cultural e social. Os Açores receberam a certificação de grau Silver (prata).  

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Cumbria: projeto carbono zero 

Cumbria está a trabalhar com o objetivo comum de ser o primeiro condado do Reino Unido neutro em carbono, até 2037. O desafio ambicioso vai impactar muitos aspetos da vida em Cumbria. Uma parte desse trabalho consiste num programa de cinco anos de atividades comunitárias para ajudar as pessoas a reduzir a pegada de carbono, principalmente de alimentos, resíduos e produtos de consumo regular. A ambição de se tornar no primeiro condado neutro em carbono do Reino Unido, até 2037, passa por reduzir o impacto dos visitantes e adoção de um programa de alimentos de baixo carbono. 

O turismo sustentável é a principal tendência que está a marcar o setor, e que vai continuar a estar nas preferências dos viajantes no pós COVID-19. De acordo com o inquérito realizado pelo IPDT para o e-book “Guia para a Retoma do Turismo”, 21% dos inquiridos consideram que haverá maior procura por destinos com práticas sustentáveis. 

 A sustentabilidade é, e será, um conceito chave para entender o turismo do futuro. O apreço pela autenticidade sociocultural das comunidades, a preservação da biodiversidade, a garantia do bem-estar social e segurança económica dos destinos com o uso sustentável dos recursos ambientais, precisam de fazer parte da estrutura de um novo modelo de turismo. 

 

Importância do turismo sustentável para os destinos

O turismo sustentável surge como alternativa ao turismo de massas. O planeamento e a gestão sustentável são aspetos essenciais na capitalização do setor como uma das principais vantagens para a economia. É neste sentido que os destinos devem desenvolver uma estratégia que defenda uma visão integrada, com mais valias para a economia, sociedade, cultura e ambiente. Investir na certificação dos destinos é um atrativo para os turistas do futuro que, mais do que nunca, vão valorizar práticas sustentáveis. 

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Certificação para o ecoturismo no Botswana  

O Botswana é um dos países mais estáveis e seguros do continente africano e líder no turismo sustentável. Um quinto do território deste país, considerado parque de vida selvagem devido à diversidade e densidade da vida animal. No norte do país existe uma zona de ecoturismo que inclui o Parque Nacional de Chobe, a Reserva de Selinda, o Delta do Okavango e áreas de conservação comunitária onde se procura o equilíbrio sustentável entre a preservação da natureza e as receitas. Estes esforços são apoiados por um sistema nacional de certificação para o ecoturismo que incentiva o turismo, aplicação de boas práticas, como por exemplo, a utilização de carros e barcos elétricos silenciosos, livres de emissões de CO2, para a observação da vida animal. 

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O exemplo escandinavo 

A Escandinávia é um exemplo a seguir, pelo compromisso e consciencialização em relação à sustentabilidade. 65% das empresas turísticas escandinavas já implementaram uma estratégia de sustentabilidade, segundo o inquérito da Euromonitor, realizado em julho de 2020. A Suécia é um país pioneiro no estudo e avaliação do ciclo de vida, que é fundamental para compreender todos os impactos dos comportamentos dos consumidores e dos padrões de consumo. O país está comprometido com os ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) na preservação do gelo ártico e dos permafrost, de forma a auxiliar a interrupção da mudança climática, com o objetivo de atingir zero emissões líquidas até 2045. 

Nesta perspetiva, o IPDT elencou 6 passos fundamentais para iniciar um destino na jornada da sustentabilidade: 

  1. COMPREENDER AS ÁREAS DA SUSTENTABILIDADE
    O primeiro passo é fundamental para o sucesso de todo este processo. No contexto do turismo, a sustentabilidade abrange mais do que a questão do ambiente. Passa também por garantir que os negócios são sustentáveis e que existe uma relação saudável entre viajantes e residentes, baseada em benefícios para todas as partes, com vista à promoção e dinamização da cultura e tradições locais. Perante isto, mostra-se essencial entender que a sustentabilidade atua nos domínios do ambiente, da economia, da cultura e da sociedade. 
  1. ENVOLVER OS RESIDENTES
    Os residentes devem ser envolvidos, sendo eles os grandes embaixadores dos destinos. A comunicação junto das comunidades locais deve realçar os benefícios de uma estratégia que vise afirmar o destino como sustentável. Também devem ser auscultadas as principais preocupações dos residentes quanto ao desenvolvimento do turismo no território e sobre os possíveis impactos na sua qualidade de vida e quotidiano, com vista a serem consideradas em ações de desenvolvimento. 
  1. ENTENDER OS DESAFIOS DOS EMPRESÁRIOS
    Cabe ao destino ter uma relação próxima com os empresários para compreender melhor os seus desafios atuais.  
  1. COMEÇAR A MONITORIZAR
    Não há boa gestão sem monitorização. Analisar a opinião e a perceção dos turistas face aos domínios da sustentabilidade deve estar no topo das prioridades. A realização de entrevistas pontuais, a aplicação de inquéritos por questionário ou a promoção de focus groups são metodologias que podem ser utilizadas. 
  1. COMUNICAR E PARTILHAR BOAS PRÁTICAS DE SUSTENTABILIDADE
    Os canais de comunicação do destino e do município, sendo formas ativas e eficazes de divulgação, devem ser utilizados para promover as boas práticas que estão a ser levadas a cabo no território, nomeadamente nas 4 áreas da sustentabilidade. Isto permitirá uma maior sensibilização para a importância destas ações e fará com que exista maior desejo em adotar comportamentos responsáveis. 
  1. SENSIBILIZAR OS VISITANTES
    Os visitantes são fundamentais para o sucesso do desenvolvimento de um “destino sustentável”. Corresponder aos desejos e exigências dos turistas, sobretudo no que respeita à sustentabilidade, tornar o destino mais competitivo e atrativo. Esta “correspondência” irá implicar, a médio e longo-prazo, uma estratégia do destino para atrair segmentos de mercado que valorizem experiências locais e autênticas, que gostem de contribuir para os negócios e que viajem em épocas baixas. 

É verdade que o turismo é uma das principais atividades responsáveis pelo incentivo à recuperação económica. Além disso, promove a criação de inúmeros postos de trabalho. O momento em que vivemos é crucial e uma oportunidade única para repensar o setor na perspetiva de um futuro mais sustentável, mais seguro, mais tecnológico, e que privilegie um modelo de economia circular. 

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A pioneira Costa Rica   

A Costa Rica tem sido, desde os anos 70, líder internacional na conservação e nas práticas de sustentabilidade. O país foi bem-sucedido na reversão da desflorestação, e na utilização de energias renováveis para gerar mais de 90% da eletricidade do país. Atualmente estão a trabalhar no sentido de neutralizar as emissões de dióxido de carbono até 2050. Desde 1997, o Instituto de Turismo da Costa Rica tem premiado empresas do turismo que se destacam nas práticas ambientalmente responsáveis com o Certificado de Turismo Sustentável (CST). Este foi um dos primeiros programas do mundo nesse sentido e é reconhecido pela GSTC. 

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Melgaço + Sustentável 

No seguimento da estratégia desenvolvida para o turismo de Melgaço, em 2017, o IPDT iniciou este ano de 2021, em conjunto com o Município, o processo de certificação internacional de Melgaço como destino sustentável, pelas normas da GSTC. Toda a comunidade local será envolvida neste processo, que é, na sua génese, inclusivo e democrático. Este objetivo de reforçar o posicionamento de Melgaço na área da sustentabilidade vai ao encontro das tendências de comportamento do consumidor em turismo. Este privilegia cada vez mais os destinos (e empresas) que implementem os 17 ODSs da Agenda 2030. 

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