O Príncipe Harry anunciou no dia 3 de setembro, em Amesterdão, o primeiro investimento da Sussex Royal, fundação de beneficência criada por Harry e Meghan Markle: o Travalyst.

O Travalyst é um programa que visa estudar, e apoiar na preservação dos destinos turísticos, através do trabalho colaborativo entre as mais importantes empresas do setor do turismo e da implementação de soluções que permitam diminuir o impacto do esperado crescimento das viagens turísticas. Até 2030, a Organização Mundial do Turismo espera que as viagens internacionais ascendam aos 1.8 mil milhões/ano.

O projeto resulta de um trabalho conjunto entre a Sussex Royal, a Booking.com, Skyscanner, CTrip, TripAdvisor e a Visa e pretende promover medidas que apoiem os viajantes a tomar decisões mais sustentáveis, a nível ambiental, social e cultural.

O objetivo não passa por reduzir o número de pessoas a viajar, mas sim disponibilizar informação aos viajantes sobre o impacto das suas viagens, educando-os sobre como reduzir a pegada ecológica.

Nesta ótica, o Skyscanner tem já disponível uma “classificação ecológica” nas suas listagens de voos e hotéis para promover escolhas mais ecológicas. O TripAdvisor lançou, recentemente, uma iniciativa de proteção de espécies em risco, algo que gerou um feedback bastante positivo na sua comunidade de 390 milhões de utilizadores.

Também o Booking.com está a desenvolver um projeto junto das comunidades ao nível da oferta de alojamentos mais “familiares”, estimulando o desenvolvimento económico local e apoiado startups de viagens sustentáveis ​​através do programa Booking Booster.

Como podemos concluir pelos estudos e projetos implementados nos últimos anos, o turismo sustentável é, e será, uma das mais importantes áreas de trabalho para os destinos turísticos nos próximos anos. Encontrar soluções sustentáveis que permitam um equilíbrio entre a atividade económica e os benefícios sociais e culturais de um território irá garantir que este se torne mais atrativo, não só para quem visita, mas sobretudo para quem reside.

Um estudo recente do Booking.com refere que, embora a maioria dos viajantes desejem optar por opções de viagem mais sustentáveis, 37% destes desconhecem que serviços alternativos optar.

Tornar o turismo uma atividade mais sustentável é um objetivo que depende não só da oferta de opções de visita e viagem mais ecológicas e culturalmente imersivas, mas essencialmente de um processo educacional dos turistas, para a sua importância na preservação dos destinos, e sobre quais os comportamentos a tomar enquanto viajam.

O IPDT é a entidade consultora para o processo de certificação da Região Autónoma dos Açores como destino turístico sustentável, cumprindo os critérios do GSTC – Global Sustainable Tourism Council. Atualmente, o destino já tem a certificação bronze. Terminando o processo, os Açores vão ser o primeiro arquipélago do mundo certificado como destino turístico sustentável.

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