Em julho de 2020, Zurab Poloikashvili, secretário-geral da Organização Mundial de Turismo (OMT) admitiu que a pandemia de Covid-19, que provocou alterações profundas no setor, poderá ditar o fim do turismo de massas. 

 A propósito do período pré-pandemia, em que se debatiam limites excessos de turistas, bem como a sustentabilidade do setor, o secretário-geral da OMT defende que estamos “num momento muito bom para as cidades e os países afetados pela massificação perceberem os erros que cometeram e repensar o seu modelo de turismo”. 

 Ainda que o futuro permaneça uma incógnita, ninguém parece ter dúvidas que o turismo da próxima década vai ser significativamente diferente. Novos perfis de consumidores, aliados a novas necessidades e exigências vão exigir adaptação e inovação por parte do setor.  

 Uma das tendências mais esperadas é a procura crescente por destinos menos massificados, atividade que já era praticada pelos designados turistas alternativos e que tem vindo a ganhar adeptos ao longo dos últimos tempos. Segundo o inquérito do IPDT® Retoma do Turismo – setembro 2020 – 84% dos inquiridos acreditam que haverá maior procura por destinos onde a concentração de pessoas seja menor.  

 Então o que podemos esperar dos turistas do futuro? Confira as tendências que o IPDT identificou para a era pós-covid: 

 Viajar para uma cidade secundária é o novo normal  

Os turistas do futuro estão mais preocupados com a preservação ambiental e vão procurar destinos alternativos caso isso se traduza num menor impacto. A juntar a isto, também a preocupação com a segurança sanitária vai influenciar este novo padrão de comportamento que vai beneficiar económica e socialmente outros territórios e as suas comunidades. 

 Quem é o turista alternativo? 

No seio destes viajantes reina um espírito aventureiro e um gosto por explorar e desbravar novos lugares. Os “turistas alternativos” preocupam-se com a natureza e com preservar o meio ambiente. Procuram um intercâmbio cultural e aprofundar os hábitos e costumes da população local. 

 Experiências tradicionais e únicas 

Haverá agora uma maior procura por experiências que permitam ao viajante mergulhar na cultura local. Os sítios menos massificados permitem satisfazer a necessidade de visitar e conhecer novas culturas, gastronomias e tradições, num ritmo mais lento.  

 Destinos de natureza em alta 

A procura por atividades ao ar livre, destinos de natureza e retiros de bem-estar são uma nova tendência que permitirá a conciliação do conceito de isolamento social com a descoberta e contacto com a natureza. 

 Sustentabilidade é a palavra de ordem 

Os turistas escolhem cada vez mais empresas e destinos que promovam práticas de sustentabilidade. Optar pela adoção gradual de práticas sustentáveis é a melhor forma de assegurar benefícios para todos. Saiba mais sobre a sustentabilidade no turismo da Nova Era. 

 Conheça o serviço que o IPDT – Turismo e Consultoria oferece na área da Sustentabilidade em Turismo. 

 

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