Numa fase em que muitas pessoas estão a trabalhar a partir de casa devido à pandemia de COVID-19, o teletrabalho é – cada vez mais – visto como uma tendência.

Esta experiência permitiu perceber que muitos negócios podem adotar métodos de trabalho mais flexíveis, longe da rigidez do escritório convencional. Esta é uma modalidade que tem conquistado muitos adeptos, e empresas como a Google e o Facebook anunciaram no início de maio a intenção de estender a modalidade de teletrabalho até ao final de 2020, deixando em cima da mesa a possibilidade de adotar a medida de forma permanente.

De acordo com um estudo da Worx – Real Estate Consultants, realizado entre 31 de março e 3 de abril de 2020, cerca de 90% dos inquiridos consideram que os colaboradores estão motivados a trabalhar remotamente e a maioria afirma conseguir manter ou aumentar a sua produtividade em casa (83,3%).

O mesmo estudo conclui que a maior fatia dos inquiridos reconhece as vantagens do teletrabalho e perspetivam-no como uma tendência.

Os nómadas digitais – pessoas que podem fazer a sua atividade profissional em qualquer parte do mundo e aproveitam a flexibilidade para viajar e trabalhar remotamente – já estavam, nos últimos anos, em crescimento.  Enquanto viajantes os nómadas digitais são um segmento que permanece mais tempo nos destinos e procura envolver-se ativamente com as comunidades locais. Estão focados na valorização do património e da cultura e são ativos na defesa do ambiente.

Atendendo que o teletrabalho é agora uma realidade, acredita-se que os destinos que ofereçam melhores condições para trabalhar e usufruir de atividades de lazer vão ser aqueles que vão estar na frente da corrida no curto-prazo.

Uma boa ligação Wi-fi, a existência de espaços de co-working na proximidade, em conjunto com elementos como a segurança, tranquilidade, envolvimento com a comunidade local, destinos de sol e mar, gastronomia e o turismo em espaço rural estão a ter influência crescente na escolha do destino.

EM PORTUGAL

De acordo com um estudo promovido pela Airbnb, os portugueses estão a valorizar, de forma clara, as viagens domésticas (dentro do país), com caráter familiar, com estadas mais prolongadas e com possibilidade de trabalhar remotamente a partir do alojamento.

CO-WORKING

Trata-se de um espaço de utilização pública que concede a possibilidade de interação entre pessoas e startups. O IPDT enumera 8 espaços de co-working onde pode desenvolver projetos com comodidade, mas com a seriedade de um escritório profissional.

Lisboa

Porto

Barcelona

Paris

Amesterdão

Reino Unido

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