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A época de Natal e Fim de Ano tem vindo a ganhar protagonismo como oportunidade para destinos turísticos se destacarem fora da época alta. O Barómetro do Turismo #75 mostra que Portugal mantém uma posição sólida e com margem de crescimento, sobretudo ao nível das receitas no que ao turismo de inverno diz respeito. Ao mesmo tempo, revela uma concorrência direta muito ativa: Espanha, Itália e Grécia destacam-se entre os destinos que disputam o mesmo perfil de turista internacional nesta quadra. 

Segundo os membros do Barómetro, 91% identificam Espanha como o principal concorrente de Portugal no turismo de inverno, seguida de Itália (59%) e Grécia (48%). Cada um destes países tem estratégias consolidadas para captar turistas nos meses frios, combinando oferta cultural, urbana e experiências sazonais bem promovidas.

Espanha aposta numa lógica de promover o turismo fora da época alta. As campanhas destacam a diversidade regional e climática, promovendo simultaneamente neve (Pireneus, Sierra Nevada), city breaks em Madrid e Barcelona, e “winter sun” nas Canárias. O país articula bem a oferta entre grandes cidades, destinos do sul (como a Andaluzia) e arquipélagos, com campanhas coordenadas e visibilidade internacional. 

Itália posiciona o inverno como uma extensão do seu capital cultural e religioso. Os mercados de Natal alpinos, festas locais, celebrações do Dia de Reis e eventos gastronómicos são âncoras para viagens temáticas. Roma, Milão, Veneza e Nápoles surgem como destinos consistentes para city breaks de inverno. 

Grécia tem trabalhado para se afirmar como destino “365 dias”, com enfoque no turismo urbano (Atenas, Salónica) e nas experiências de bem-estar e termalismo. A programação cultural de inverno, associada à oferta de spas e centros de wellness, ajuda a reposicionar o país para além do imaginário de verão. 

A acessibilidade aérea continua a ser um dos principais fatores de competitividade entre destinos turísticos, especialmente no inverno. A forma como os países se posicionam em termos de ligações diretas, frequências e campanhas conjuntas com companhias aéreas pode influenciar significativamente a captação de turistas nesta época do ano. 

Segundo dados de programação de voos disponíveis em plataformas como o AeroRoutes e comunicados das companhias aéreas, há um reforço visível da conectividade para os principais destinos turísticos do sul da Europa no inverno 2025/26: 

  • Espanha regista aumento de frequências operadas por companhias como Iberia, Ryanair, Vueling, easyJet e Wizz Air. Destinos como Madrid, Barcelona, Málaga e as Canárias estão mais acessíveis a partir de vários hubs europeus, com destaque para o papel crescente de Madrid como hub transatlântico (fonte: Aena). 
  • Itália é reforçada por voos diretos da Iberia para dez cidades italianas, segundo anúncio oficial da companhia aérea, com foco particular em Roma no contexto do Jubileu de 2025. Cidades como Milão, Veneza e Nápoles continuam a ser servidas por redes low-cost e tradicionais, com reforço de programação no inverno (fonte: Iberia, ItalyAbsolutly).
  • Grécia regista um aumento de 11,8% nos assentos programados em voos internacionais para o inverno 2025/26, segundo dados do INSETE e do Athens International Airport (AIA). Este reforço abrange ligações a partir de mercados como Reino Unido, Alemanha, França e Itália, com ligações não só a Atenas, mas também a destinos como Heraclião, Rodes e Tessalónica. A tendência confirma o esforço contínuo para reduzir a sazonalidade e promover o país como destino de turismo durante todo o ano. (fonte: MoneyTourism, TravelandTourWolrd).

E Portugal? 

Portugal parte de uma base favorável: clima ameno, diversidade de experiências em pequena escala geográfica, cidades com programação cultural ativa e ativos naturais propícios à criação de produtos de inverno. No entanto, o Barómetro do Turismo #75 identifica preocupações como a perceção de insegurança urbana e a pressão sobre infraestruturas aeroportuárias, mencionadas pelos profissionais inquiridos. 

Neste contexto, o trabalho conjunto entre entidades públicas e privadas em Portugal pode ser reforçado, com vista a alinhar melhor a oferta com a comunicação e a potenciar o turismo de inverno como uma oportunidade autónoma, com identidade própria. 

Portugal tem condições favoráveis: o sul do país e os arquipélagos oferecem clima ameno e experiências culturais e de natureza que podem atrair quem procura sol de inverno. No entanto, é importante ter em atenção a pressão acrescida sobre destinos já muito procurados, como Lisboa, Porto ou algumas zonas costeiras, sobretudo em períodos onde a capacidade de carga pode ser facilmente ultrapassada. Nestes casos, poderá ser necessário criar estratégias que alarguem a oferta para áreas menos congestionadas. 

As principais cidades mantêm vitalidade fora da época alta, com eventos, gastronomia e património que sustentam escapadinhas urbanas nesta altura do ano. Promover uma distribuição mais equilibrada da procura implica valorizar destinos emergentes, regiões do interior e áreas de grande sensibilidade ambiental e cultural, como aldeias históricas, zonas serranas, e outras localidades onde o aumento da procura exige planeamento e gestão adequados. 

Há também margem para desenvolver propostas no segmento do bem-estar, nas estâncias termais, na hotelaria de charme e no turismo de natureza, promovendo um ritmo mais lento e experiências autênticas. Eventos como mercados de Natal, festivais de inverno ou feiras gastronómicas podem atrair públicos diversificados e, quando descentralizados, contribuir para escoar fluxos dos grandes centros. 

Num cenário europeu cada vez mais competitivo, os destinos com maior capacidade de adaptação e diferenciação serão os que melhor poderão aproveitar o potencial do turismo de inverno e Portugal tem recursos relevantes para afirmar a sua posição. 

Consulte a edição completa do Barómetro do Turismo #75 para conhecer todos os dados sobre as perspetivas de Natal e Ano Novo. 

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