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Em 2026, o turismo já não se mede apenas em chegadas, dormidas ou receitas, mede-se também em impacto, responsabilidade e em propósito. É neste contexto que o IPDT – Tourism Intelligence apresenta a 19.ª edição da sua Revista de Tendências Turismo, uma publicação independente que, desde 2007, acompanha e interpreta as grandes transformações do setor.

O seu lançamento oficial, a 18 de fevereiro de 2026, no Hotel Solverde Spa & Wellness Center, reuniu especialistas, decisores públicos e líderes empresariais num debate aberto, crítico e visionário sobre o presente e o futuro do turismo em Portugal. Entre os vários participantes estiveram Pedro Machado, Secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços; Margarida Belém, Presidente da Câmara Municipal de Arouca; Luís Pedro Martins, Presidente da ATPN&N; Álvaro Santos, Especialista em Planeamento Urbano e presidente eleito da CCDR-N; Lídia Monteiro, do Conselho Diretivo do Turismo de Portugal; Bernardo Trindade, Presidente da Associação da Hotelaria de Portugal, e António Marques Vidal, Presidente da APECATE.

Este ano, a edição assume um significado especial por assinalar os 25 anos de atividade do IPDT, um quarto de século dedicado ao conhecimento, à investigação e ao desenvolvimento estratégico do turismo em Portugal.

O Caderno Especial que colocou o setor a refletir.

E se o turismo acabasse?

A pergunta poderá soar absurda. Para muitos, até desconfortável. Mas foi precisamente este exercício de imaginação e reflexão que o IPDT decidiu lançar.

Num momento em que o turismo vive uma das suas fases mais paradoxais- simultaneamente motor económico global e alvo crescente de contestação social- revelou-se crucial questionar aquilo que durante décadas foi assumido como inevitável. O que aconteceria se, de repente, deixássemos de viajar?

Um exercício provocatório, mas fundamentado, que propõe imaginar uma realidade onde viajar por lazer seria suspenso globalmente. Um cenário extremo, sim, mas que nos permite observar, com maior clareza, aquilo que normalmente permanece invisível.

Ao longo desta narrativa prospetiva, o caderno revela que o turismo é muito mais do que uma indústria. É um sistema complexo que sustenta economias, preserva património, dinamiza culturas e, talvez mais importante, alimenta a curiosidade humana e a capacidade de empatia entre povos.

Ao imaginar o desaparecimento do turismo, percebe-se rapidamente que o impacto não seria apenas económico, embora esse impacto fosse, por si só, devastador, e afetasse cadeias inteiras de produtividade. O que este exercício revela é algo mais profundo: a viagem é uma dimensão essencial da condição humana.

O turismo, com todas as suas imperfeições, tem sido, ao longo das últimas décadas, uma das mais poderosas linguagens de encontro. E é precisamente por reconhecer os desafios reais que o setor enfrenta que o Caderno Especial culmina com uma proposta concreta: o Turismo de Coexistência.

Mais do que um modelo operacional, trata-se de um novo paradigma de viagem, assente na ideia de que o turismo deve evoluir de uma lógica de consumo para uma lógica de relação. Coexistir com o lugar, com as pessoas, com o tempo, com o impacto e com o próprio desejo de viajar.

Quais as grandes temáticas que marcam esta edição?

Para além do Caderno Especial, a Revista reúne contributos de decisores, académicos e gestores de destinos que moldam ativamente o setor em Portugal e no mundo.

  1. E se o desporto for o próximo motor do turismo em Portugal?

Com contributos do Comité Olímpico de Portugal e do Museu FC Porto, analisa-se como a alta competição, os eventos internacionais e os equipamentos desportivos podem reforçar o posicionamento de Portugal e gerar impacto económico e territorial sustentado.

  1. Turismo industrial: reapropriar memória para construir futuro

Fábricas e património produtivo transformam-se em experiências diferenciadoras. Esta é uma reflexão sobre como a memória industrial pode tornar-se um instrumento de regeneração urbana e de afirmação identitária. Este artigo conta o contributo da organização Friends of the High Line.

  1. MICE: e se o futuro continuar a ser presencial?

Num mundo hiperconectado, os encontros presenciais mantêm-se estratégicos. O turismo de negócios continua a impulsionar a competitividade dos destinos e a dinamizar a economia regional. Neste artigo, contamos com a visão da ICCA.

  1. Turismo pensado para crianças

Com contributos do Parque Warner Madrid, da Santa Claus Village e da Visit Rovaniemi, a revista explora como as crianças deixam de ser meras acompanhantes e passam a protagonistas da experiência turística.

  1. Destinos em planta e alçado: quando a arquitetura é o motivo da viagem

Museus e ícones arquitetónicos tornam-se razões primárias de deslocação. Com contributos da Fundação EDP & MAAT – Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia e da Casa da Música, reflete-se sobre a arquitetura como estratégia territorial.

  1. Do laboratório ao destino: Biotecnologia e Turismo

Projetos como a Living Seawalls revelam como ciência, regeneração ambiental e turismo podem convergir para soluções inovadoras e sustentáveis.

No decorrer da leitura, encontram-se também, em detalhe, as 10 principais tendências para 2026, que destacam um perfil de viajante mais consciente, criterioso e exigente. O foco desloca-se da quantidade para a qualidade, do consumo rápido para experiências significativas. Viajar passa a ser um ato emocional e intencional, valorizando autenticidade, ligação profunda ao território e coerência entre discurso e prática. A experiência transforma-se em vivência, ultrapassando a mera lista de visitas, e coloca o setor perante o desafio de responder a este novo perfil de turista.

A acompanhar esta visão prospetiva, a edição especial do Barómetro do Turismo 2026, disponível exclusivamente na revista, identifica as principais prioridades do setor. A requalificação e diversificação da oferta surge como prioridade máxima (41%), refletindo a necessidade de reforçar a competitividade através da diferenciação. Seguem-se o reforço das infraestruturas, da acessibilidade e da capacidade operacional (27%) e a qualificação dos recursos humanos (25%), reconhecida como fator crítico para garantir excelência e consistência na experiência turística. A segurança, a estabilidade política e a confiança económica são apontadas como elementos determinantes para a reputação positiva dos destinos em 2026, sendo consideradas condições indispensáveis num contexto global marcado por incertezas (75%).

A Revista de Tendência Turismo 2026 oferece uma análise estratégica e aprofundada do setor, num momento em que o turismo atinge um novo grau de maturidade.

Mais do que apresentar números, esta edição explora o impacto económico, social e territorial do turismo, abordando também os desafios de comunicação que o setor enfrenta. Entre estes, sobressai o conhecido “mito do overtourism”, muitas vezes exagerado nos debates públicos, e a perceção negativa que certas narrativas propagam sobre a atividade turística, perceções essas que podem influenciar políticas e atitudes sociais.

Ao confrontar estas questões, a Revista procura oferecer uma visão equilibrada e fundamentada, destacando modelos de crescimento sustentável e promovendo práticas que valorizem o setor sem comprometer os destinos, as comunidades ou o património que o turismo sustenta.

FAQs

  1. O que é a Revista de Tendências Turismo?

A Revista de Tendências “Turismo em…” é um dos projetos de referência do IPDT que, desde 2007, marca a agenda do turismo nacional, debatendo os temas da atualidade e projetando o futuro do turismo, considerando as principais tendências do mercado, os projetos inovadores dos destinos e das empresas, bem como as principais evoluções do comportamento dos turistas perante a viagem.

  1. A quem se destina a Revista?

A revista é direcionada a profissionais do turismo, decisores políticos, gestores de destinos, académicos, estudantes, investidores e todos os interessados em compreender e antecipar as tendências e desafios do setor.

  1. Qual é o tema desta edição?

O tema central do Caderno Especial desta edição é “E se o turismo acabasse?”. Um exercício de reflexão que convida os leitores a imaginar um mundo sem turismo propondo um olhar mais consciente, responsável e profundo sobre o impacto social, cultural e económico do setor.

  1. Qual é o valor da revista?

O preço pode variar consoante o formato (digital ou impresso). Informações detalhadas podem ser obtidas diretamente através do website do IPDT.

  1. Onde e como posso adquirir a revista?

A Revista de Tendências Turismo 2026 está disponível para venda no website oficial do IPDT: www.ipdt.pt/revista-turismo.

Como podemos ajudar?

Se procura de soluções inovadoras no setor do Turismo, desde desenvolver e promover o seu destino ou negócio privado, o IPDT oferece serviços especializados em Gestão de Processos de Sustentabilidade, Consultoria Estratégica, Marketing e Comunicação, Estudos e Monitorização e Classificação de Património. Estamos prontos para o ajudar a alcançar sucesso.

O IPDT é membro Afiliado da UN Tourism

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