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Em 2027, uma das cidades portuguesas será Capital Europeia da Cultura, partilhando o título com uma cidade da Letónia. Será a quarta vez na história que Portugal irá receber esta distinção internacional depois de Lisboa 1994, Porto 2001 e Guimarães 2012.

As candidaturas já estão em marcha

Portugal lançou, no final de novembro 2020, um aviso em Diário da República que formalizou a abertura do processo de candidatura a Capital Europeia da Cultura em 2027. As candidaturas podem ser apresentadas até 23 de novembro.

Quando saberemos o resultado?

O resultado final deverá ser conhecido entre o final de 2022 e início de 2023. De acordo com o Ministério da Cultura, “a escolha da cidade vencedora será feita por um júri composto por dez peritos independentes, nomeados por instituições europeias, e para o qual Portugal escolherá dois elementos entre janeiro e junho de 2021”.

Que verba estará disponível para a Capital Europeia da Cultura?

O Ministério da Cultura anunciou que irá disponibilizar uma verba de 25 milhões de euros para a dinamização da programação cultural. A esta verba dever-se-á acrescentar o acesso a fundos comunitários. Em 2012, por exemplo, Guimarães viu serem investidos mais de 100 milhões de euros.

Quem são as cidades candidatas (até agora)?

Até fevereiro de 2021, 11 cidades portuguesas já apresentaram a sua candidatura. São elas:

  • Viana do Castelo
  • Braga
  • Aveiro
  • Guarda
  • Coimbra
  • Leiria
  • Oeiras
  • Évora
  • Faro
  • Ponta Delgada
  • Funchal

Qual o impacto da “Capital Europeia da Cultura”?

É inegável o impacto positivo do título em questão, desde o turismo até à reabilitação urbana. Desde logo, deve-se considerar o investimento direto na dinamização cultural não só da cidade, mas também das que se encontram próximas a si.

Este título é também um mecanismo promocional capaz de atrair mais fluxos turísticos e mais públicos qualificados/especializados.

Durante 2012, o IPDT – Turismo e Consultoria fez uma análise aturada ao impacto da Capital Europeia da Cultura nas dinâmicas turísticas de Guimarães. Eis, alguns dos destaques:

  • Guimarães recebeu a visita de mais de 3 milhões de pessoas, durante 2012
  • Mais de 50% dos visitantes foram internacionais
  • 20% dos visitantes tiveram a Capital Europeia da Cultura como principal motivação de visita
  • O mercado brasileiro foi o que apresentou consumos mais elevados. O português os mais baixos
  • 56% dos visitantes revelou elevada intenção de regressar a Guimarães nos 5 anos seguintes
  • As dormidas aumentaram mais de 40%, face a 2011
  • O número de hóspedes cresceu 30%
  • A receita dos estabelecimentos hoteleiros aumentou mais de 35%
  • O REVPAR aumentou 30%
  • A taxa de ocupação cresceu mais de 40%
  • A estada média aumentou 0,2 noites

É inquestionável que a Capital Europeia da Cultura 2027 será um importante elemento para a dinamização cultural, económica, social e turística da cidade portuguesa que a receber, mas também para a região e para o país. Importa não só considerar os impactos diretos, decorrente das atividades promovidas durante esse ano, mas também nos efeitos duradouros que este título é capaz de gerar, sobretudo ao nível da notoriedade internacional e do reconhecimento junto de um segmento de mercado altamente qualificado e apto para consumo de experiências culturais.

Assim, é crucial que a próxima Capital Europeia da Cultura portuguesa seja capaz de estudar, planear e implementar medidas que permitam potenciar ao máximo o título alcançado, garantindo que os benefícios sejam alcançados durante o “evento”, mas também antes e depois.

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